Lá pelos idos de 1981, um furacão começou a se espalhar, inicialmente pela Califórnia e depois
para o resto do mundo. Soprado por bandas obscuras, como Slayer, Megadeth e Exodus.
Amplificado pelas coletâneas do selo independente Metal Blade, o vendaval do thrash metal
(um produto do cruzamento entre punk/hardcore e heavy metal), foi tomando proporções
gigantescas até se tornar a trilha sonora ideal para este fim de milênio.
Dentre estes grupos, o Metallica de James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammet e Cliff Burton
(depois Jason Newsted) viria a ser, sem dúvida, o maior.
Com apenas cinco álbuns, eles sairam da cena underground para o estrelato. Guitarras cortantes,
riffs em profusão e bumbos velocíssimos se tornaram o novo padrão musical da década,
proibido para ouvidos muito sensíveis.
Entretanto, é do forno que produziu "Ride The Lightning" e "Master Of Puppets" que sai o
retrato mais perfeito de uma sociedade onde a violência não encontra limites, e tudo é
permitido. Onde a esperança é apenas uma palavra oca e o futuro não existe.
Com uma estratégia de "terra arrasada", eles anunciam o apocalipse. Para amanhã de manhã.