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![]() A Imprensa Na segunda metade dos anos 70 o rock brasileiro já tinha boa parte das bancas reservadas para si. A imprensa especializada em rock começou ainda nos anos 50, com revistas como Festa De Brotos e Baby Face. Na década seguinte, revistas como Os Reis Do Iê-Iê-Iê seriam bem complementadas por publicações especializadas em televisão, como Intervalo e Sete Dias na TV. O jornalismo roqueiro atingiria a maturidade nos anos 70, com a edição brasileira do jornal norte-americano Rolling Stone (1972 e 1973), a revista/jornal Rock, A História E A Glória (1974-77) e as revistas Pop (1973-79) e Música Do Planeta Terra (infelizmente só três edições), além da página semanal Rock coordenada por Carlinhos "Pop" Gouveia no jornal Folha De S. Paulo. O surgimento da revista Bizz foi um dos três grandes acontecimentos do rock brasílico no ano de 1985. Tweet A Revista Bizz (Showbizz) O segundo acontecimento foi o primeiro festival Rock In Rio, cuja realização em plena época de Carnaval foi julgada por muitos como estratégica, até mesmo uma provocação, para possibilitar a completa dominação do rock no Brasil. Para o bem ou para o mal, muitos críticos, nacionais e estrangeiros, previram que daqui em diante a música brasileira teria grande influência do rock, principalmente o heavy-metal. Os Festivais O terceiro acontecimento do ano foi mais sutil: o Festival dos Festivais, o último grande festival de televisão (descontando um Novo Festival da MPB da TV Record em 1992). Jurados e participantes deram grande ênfase ao rock; embora houvessem sambas e chorinhos concorrentes, o palco do festival foi ostensivamente montado "como um show de rock"(segundo o press-release do evento). Até a música-tema, encomendada ao tecladista Cesar Camargo Mariano, era um rock, já a partir do nome, "Fest-Wave". O Brasil tornava-se definitivamente o país do rock e geralmente do mais barulhento, pesado, violento e negativo. ![]() As Influências Todas as mutações e derivações do rock chegaram imediatamente ao Brasil (com radialistas e lojistas importadores ágeis e espertos compensando a ocasional inércia das grandes gravadoras), e logo tiveram seus imitadores e adaptadores. O rock instrumental, ao estilo mais polido dos ingleses Shadows ou mais "raçudo" dos norte-americanos Ventures, teve muitos seguidores fiéis, destacando-se os Jet Black's, os Jordans, os Bells e os Clevers (até mudarem de nome e de estilo em 1965, para os Incríveis). A primeira geração do pop-rock inglês, muito dançante porém mais melódico e "articulado" que o norte-americano, de cantores como Cliff Richard (cuja banda de apoio eram os Shadows), foi imitado no Brasil por, entre outros, Renato e seus Blue Caps e Roberto Carlos. A exemplo da Inglaterra, o pop-rock feito em países como França (Richard Anthony, Françoise Hardy), Alemanha (Manuela, Ralf Bendix) e Itália (Rita Pavone, Peppino di Capri e mil outros) também refletia o estilo da música popular de cada um desses países, e todos foram muito bem recebidos no Brasil, inclusive regravados em versões em português. O "high-school rock", bonitinho e bem comportadíssimo (tão expurgado quanto possível da negritude do grande ancestral do rock and roll, o rhythm & blues), de Pat Boone, Paul Anka, Neil Sedaka, Connie Francis, foi uma escola (sem trocadilho) seguida aqui por Tony e Celly Campello, Ronnie Cord, Cleide Alves, Carlos Gonzaga e mil outros. O rockabilly (rock com forte influência country, de "rock"+"hillbilly", caipira) de Eddie Cochran, Gene Vincent & His Blue Caps (agora você sabe a quem homenageia o grupo de Renato Barros), Ricky Nelson, Chuck Berry e outros foi entusiasticamente praticado por Luizinho e Seus Dinamites, Eduardo Araújo, Alberto Pavão e Baby Santiago. E os EUA, do alto de sua origem anglo-saxã, não escaparam da influência de seus vizinhos mexicanos ou da "politicamente boa vizinha" Cuba. Basta lembrarmos o "rock chicano" de Richie Valens e sua adaptação do folclore "La Bamba", tradição continuada por Trini Lopez, muitas gravações de Johnny Rivers, Carlos Santana, Los Lobos e tantos outros; no Brasil, tivemos Galli Jr., cantor e compositor transformado por uma gravadora em Prini Lorez. Não esquecendo que muitos clássicos do pop, rock ou não, são versões e/ou adaptações do pop estrangeiro ou mais antigo, bastando lembrar hits de Elvis como "It's Now Or Never" (a italiana "O Sole Mio") ou "Wooden Heart" (a alemã "Muss I Denn"); no Brasil, o campeão das versões antes da Era do Rock foi Haroldo Barbosa, e após 1954 o trono foi dividido entre Fred Jorge e Rossini Pinto. Enfim, o rock, brasileiro ou não, ainda era música da "juventude feliz e sadia" (frase criada pelo empresário Antonio Aguilar) e mais uma opção, ao lado do samba, bolero e tantas outras, no dial do rádio ou nos catálogos das gravadoras até 1965. | |
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"Se você quisesse dar outro nome para o rock'n'roll, você poderia chamá-lo de Chuck Berry." John Lennon [ entre em contato ] Copyrights ® 1995 BMGV. Áudios, Textos e Imagens © CD-ROM 100 Anos de Música. O conteúdo deste site está protegido pela Lei 9.610 de 19.02.1998. |