No início de 1950, um arqueólogo americano, seguiu para as montanhas da Turquia, Galípoli,
onde mantinha esperanças de encontrar as trincheiras da batalha da Primeira Guerra Mundial.
O arqueólogo, Leon Weeks, buscava resquícios de 1916, quando encontrou em certa noite,
um soldado vindo morro abaixo puxando um burrico.
Leon, que encontrava-se descansando recostado a uma árvore, chamou pelo soldado que não
respondeu. Levantou-se apressadamente, mas o soldado e o burrico desapareceram montanha adentro.
Curioso, Leon esperou pelo dia seguinte, e o soldado surgiu novamente seguindo
na mesma direção e inexplicavelmente e de novo, não conseguiu alcançá-los.
O arqueólogo ficou à espreita por várias noites seguidas, e jamais conseguiu ver de perto
quem era o soldado e o que fazia com seu burrico sempre àquela hora da noite na montanha.
Sem conseguir entender, voltou para América e nunca mais comentou aquele fato estranho com alguém.
Porém, um certo dia, já no final da década de 60, o arqueólogo analisando o material de um amigo
inglês, viu um selo britânico com a mesma cena do soldado com o seu burrico descendo
uma montanha. Espantado, contou ao amigo o que lhe acontecera há quase 15 anos atrás,
e este lhe explicou que "aquele" era o soldado raso, John Simpson Kirkpatrick.
O soldado Simpson, na guerra na Turquia, foi um verdadeiro herói recolhendo os feridos do campo de
batalha com o burrico do destacamento e levando-os para a segurança das trincheiras. Após
salvar dezenas de soldados, ele e o burrico foram atingidos mortalmente por uma granada.
Em 1915, o soldado Simpson foi enterrado naquela montanha em homenagem ao seu ato heróico e
aos "sobreviventes de Galípoli".
Desde então, o soldado Simpson já foi e ainda é presenciado sempre à noite, por várias pessoas
mais sensitivas ao longo desses anos, repetindo o mesmo trajeto de seu ato de bravura na guerra, sem nunca descansar em paz.