A torre de Londres, segundo a maioria dos historiadores, nos remete a inúmeros fatos
sangrentos de execuções, misticismos e inexplicáveis espíritos que a rondavam,
que já foi desde uma fortaleza, armazém até chegar a virar um zoológico.
A torre foi construída por Guilherme, o conquistador dos saxões no século 11,
denominada de "Torre Branca", erguida através de uma antiga fortificação romana,
que forma um grupo de outras torres, muralhas, casas, passagens e pátios.
Até o reinado de Eduardo I, foi utilizada para servir como aposentos reais,
sendo transformada em prisão a partir do século 16 e sede de orgãos governamentais.
Conta a lenda, que aqueles que eram torturados e mortos dentro de suas muralhas,
eram levados à torre para serem enterrados.
Um certo dia, já em pleno século 20, durante a Segunda Grande Guerra Mundial,
um dos sentinelas da torre assustou, tarde da madrugada, ao ouvir vozes na torre
sombria e deserta naquele horário.
De repente deparou-se com um grupo de pessoas que vinham em sua direção,
como que acompanhando um enterro.
Assustado e sem reação, percebeu que levavam uma outra pessoa em uma maca. Ao observar
atentamente, percebeu ainda que, o grupo vestia-se como no século passado, de costumes
e adereços. Ao aproximar-se dele, pôde ver que o homem da maca estava decapitado,
e sua cabeça acomodada entre seus braços. O grupo passou por ele e o sentinela apavorado.
No dia seguinte, o sentinela contou a história aos amigos que nunca acreditaram.
Estudiosos e peritos analisaram em detalhes a visão do sentinela, e concluiram que esta,
descrevia em detalhes e com precisão os uniformes e costumes utilizados nos
sepultamentos da Idade Média. Conhecimento este, que o sentinela supostamente,
não poderia ter com a riqueza de detalhes que descreveu.