A morte do Rei Arthur da Távora Redonda, é um grande mistério até os tempos de hoje.
Uns, supostamente,
afirmam que morreu na planície de Loe Bar, na costa da Cornualha; outros, dizem que morreu na ilha mágica
de Avalon, sob a guarda de sua meia-irmã, a rainha bruxa, Morgana le Fay.
Alguns séculos depois, numa tarde ensolarada de 1936, um jovem de 16 anos, em viagem, descansava nessa mesma
Planície de Loe Bar, quando subitamente percebeu vultos e gemidos ao seu redor
como se algumas pessoas estivessem em batalha.
Esfregou os olhos. Olhou atentamente, levantou-se e viu alguns guerreiros medievais com armaduras,
espadas em punho e mantos de época. Assustado, o rapaz tentou aproximar-se lentamente, mas ao
quanto mais perto se aproximava, mais a imagem desaparecia e se esvaía em névoas. Voltava a
sentar e a batalha continuava.
A cena e as tentativas se repetiam, e sempre que chegava perto da imagem da batalha, a mesma desaparecia.
Pela décima vez, começou a perceber que um dos soldados o observava atentamente, distante, bem do
meio da batalha, mas não se aproximava.
O jovem rapaz permaneceu na planície até quase o anoitecer, e acabou desistindo e indo embora sem explicações.
Durante muito tempo a história permaneceu em sua memória e sempre contava à todos o quanto ficou
impressionado e que mantinha a idéia fixa de retornar ao local.
Trinta e oito anos mais tarde, em meados dos anos 70, já casado, o rapaz retornou à Planície de Loe Bar,
trazendo consigo um mapa do local de época, e acompanhado de sua esposa.
Assim que chegaram no alto da planície, ambos começaram a presenciar a mesma batalha de décadas atrás.
O rapaz, hoje, um estudioso das lendas arturianas, chegou a conclusão de que os espectros da Fraternidade de
Camelot, das Cruzadas do Rei Arthur e Os Cavaleiros da Távola Redonda, assombravam a região de Cornualha e tornavam-se visíveis devido à energia de psiquíca
que surge dos nódulos ou intersecção dos megálitos.