O Imprevisível
2007 e 2008 foram anos diferentes pra mim.
Me trouxe muita tristeza, decepção e humilhação que eu só poderia sublimar e transformar tudo isso em um grande ensinamento.
Mas qual o valor de um ensinamento extraído de tanta dor?
Qual o peso verdadeiro?
Qual o sentido?
Qual sentimento, positivo, se pode extrair de tantas conseqüências psicológicas que ficam a partir de experiências ruins?!
Quais ramificações psicológicas destrutivas ou positivas nascerão desses anos?!
A psiquiatria, psicologia, teosofia e filosofia ensinam ao longo dos séculos que é um preço caro a pagar.
Dickens afirmava que "o melhor aço passa pelo fogo" em sua obra inesquecível, "David Copperfield". Será uma compensação psicológica pensar desta forma?!
Pensamos que, "se estou passando por tudo isso" é porque tenho a opção de me tornar uma pessoa melhor; "se estou passando por tudo isso", como diriam os kardecistas, é porque mereço, karma, ação e reação, causa e efeito.
Nunca saberemos ao certo porque uns passam por esta vida tranquilamente e outros não. Podemos deduzir, cogitar, especular, filosofar... porém, certas coisas não são "buscadas" por nós: simplesmente os fatos nos buscam. E, aí?! Somos responsáveis direta ou indiretamente por coisas que nos acontecem e que não fizemos "nada" para merecer?!
Sei que esta indagação já foi analisada por célebres mentes e célebres pensadores. Contudo, o tempo passa e ninguém chega a uma conclusão -, ou ainda pior, nem perto da conclusão.
No entanto, me contento com as palavras sábias de Kant para seguir em frente: "Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço."