CyberBandidos
Qual é a função da Internet?
Eu tenho lido tanta atrocidade que já nem sei mais o que pensar...
E-mails falsos....
Pessoas se passando por outras....
Internautas inventando comments.... e, o pior.... as cenas que vi e li nesta semana só me chocaram...
O que estão fazendo com a Internet?
Não era para ser uma globalização e integração de pessoas bacanas em favor de algo bacana para a humanidade? Mas perderam a humanidade?
Pessoas sem noção banalizando algo genial?!
Orkuts (comunidades) que vendem drogas, espalham pornografias e, pior, infantis, perfis mentirosos, disfarces, enganações, volúpias;
Facebooks com seus neonazistas europeus incitando à violência;
anônimos que se escondem em comentários nos blogs e no MySpace...
os famosos "trolls" e Cyberbullyings que provocam brigas e criam polêmicas, enfurecem o outro lançando "iscas" -, covardes, ocultos em seus perfis reais.
pornografias via spam, irrompendo nossas caixas postais com indecências, nos chocando, nos constrangendo; spywares...
comunicadores instantâneos, como o MSN, espalhando intimidades sem autorizações ou por falhas de tecnologia ou ataques de hackers...
usuários do eMule (entre outros) cometendo crimes de pedofilia;
prostituição digital, bordéis virtuais, agências virtuais de tráfico sexual e de seres humanos, homens, mulheres e crianças....
traições de namorados através de Outlook Express ou Webmails;
traições de casais no universo virtual Second Life que, por fim, estão acarretando inúmeras separações reais.....
O que está acontecendo com o ser humano?!
O que mais me chocou, nesta semana, foram os 3 adolescentes que atacaram a menina de 15 anos em Santa Catarina (Joaçaba) e pior, gravaram e espalharam o vídeo da tortura na Internet.
Me digam, por favor: o que fazer com esses 3 jovens? É suficiente prendê-los?!
O que fazer com a Internet?
Que tipo de desvio de personalidade estamos(?) demonstrando e permitindo (sendo coniventes) a ponto de alguns bytes fazerem com que aflorem o nosso lado tão ruim e perverso de conduta e prática de vida?!
É a Internet quem está fazendo com que as pessoas percam as faculdades morais e de consciência, se tornando incapazes de distinguir e eleger entre o bem e o mal?!
Não! Acho que não! Não é a Internet com tanto benefícios que está fazendo com que ausência total da Faculdade Moral esteja atingindo seus bytes e bits. São as pessoas que estão perdendo a noção (se é que tiveram algum dia) de suas próprias psicoses e neurores, psicopatias (...) essas, afloradas pela facilidade de se esconderem através de uma homepage, de um login e senha, geralmente falsos.
Onde se situam a Consciência e a Faculdade Moral dessas pessoas?!
Temos que tomar providências contra a Internet ou contra as pessoas?
Aonde estão as responsabilidades dos provedores e criadores de portais, websites e comunidades?!
Sigmund Freud afirmava que "..qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras...". Corretíssimo. Precisamos
ter laços emocionais com a Internet para o nosso próprio bem, para que ela seja um instrumento do bem e não da maldade, para que a Internet tenha o poder
de liberdade, de alegria, de avanços científicos, de facilidades para a vida de todos, para cultura, para entretenimento.... para tudo de bom!
Nossa relação com a Internet tem que ter sentimentos morais, tem que ter juízo, noção de ética.
"O psicopata não compreende sentimentos como a lealdade, solidariedade, fraternidade, caridade, respeito, abnegação, tolerância, perdão, resignação,
e outros tantos que pertencem ao universo sublime da consciência humana. O psicopata tem desapego aos sentimentos, um caráter dissimulado,
não apenas transgride as normas mas as ignora, não modifica sua conduta nem por estímulos, positivos, nem pelos negativos, a mentira é uma ferramenta
de trabalho; desvirtua a verdade com objetivo de conseguir algo para si; manipula, é sádico; se justifica, aos outros e a si mesmo, em todas suas ações."
Não nos tornemos um psicopata virtual, por mais predisposição que tenhamos para tanto. Alertemos nossos amigos que queiram, por apenas brincadeira,
terem rompantes, surtos psicopáticos, com ares sedutores. Não vamos permitir que essas pessoas apelem e instiguem as nossas liberdades reprimidas para que
sejam afloradas sob manipulação. Não estaremos isentos de responsabilidades ou estas serão atenuadas. Não!! Seremos totalmente responsáveis pela forma como agiremos, ainda que sob o domínio do impulso irresistível.
De que adianta uma "mente brilhante" criar alta tecnologia se ela está sendo utilizada contra nós mesmos?! Se ela está se tornando uma porta aberta para parafilias, doenças psicológicas, disfarces e mau caratismo?!?
As pessoas fazem "flashmobs" (protestos relâmpago) contra uma Lei, que enfim, foi criada e aprovada pelo Senado no Brasil. 13 categorias criminais que endurece a pena para infrações já existentes na internet.
Se a Lei aprova que é possível criminalizar ações corriqueiras realizadas na web, qual o problema? Não faça nada que esteja fora do padrão de comportamento justificável de sanidade mental que essas Leis não o atingirão.
"A principal polêmica do projeto está no artigo 285-B, que criminaliza a ação de “obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível.” A pena para esse crime seria de reclusão de um a três anos, além de multa."
Qual é o problema de leitura desse artigo?!
Não é uma Lei como a que o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, promulgou, que pune com a morte crimes de ciberterrorismo. A nossa, é uma Lei clara e simples, sem extremismo.
"A lei é feita para domar, para obrigar e para condicionar as condutas instintivas dos indivíduos."
Se não há controle pela consciência, terá que haver pela Lei.
Tem que haver um 'estatuto quanto a fraudes na computação para processar alguém pela sua forma de usar um site de redes sociais.'
Não podemos nos tornar mais um criminoso da rede sendo omissos, fazendo vista grossa ou agindo da mesma forma, muitas vezes, apenas por brincadeira ou passatempo. Não podemos permitir que nos tornem reféns da tecnologia.
"Nossa tecnologia passou a frente de nosso entendimento, e a nossa inteligência desenvolveu-se mais do que a nossa sabedoria."
Roger Revelle (cientista e geofísico)