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Eu gostaria de me encontrar com Schopenhauer e Saramago
Eu gostaria de me encontrar com Schopenhauer e dizer-lhe que tinha razão quando tinha a sua visão sobre o espírito.Uma visão supostamente pessimista em afirmar que "quanto mais elevado é o espírito mais ele sofre". Ou terá sido realista? Eu gostaria de me encontrar com Saramago e dizer-lhe que tinha razão a respeito de sua visão sobre o amor. "O amor não resolve nada. Porque o amor não é suficiente." -, e eu um dia, ignorantemente, duvidei dessas palavras de Saramago. Ambos, Schopenhauer e Saramago, se vivos estivessem, teriam muito mais razão, muitos argumentos a mais. Hoje, sabemos que, muitos anos depois, muitos não mudaram em nada... o mundo mudou muito pouco. Trocar "amar-nos uns aos outros" por "respeitar-nos uns aos outros, para ver se assim tem mais eficácia", resultaria? Não sei, Saramago. "As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo."? Não sei, Schopenhauer. O que eu sei é que "de quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza". Isso, eu concordo com Nelson Rodrigues. Eu li de JK Rowling, autora de Harry Potter, via @citacao que: "A indiferença e negligência, muitas vezes causam mais dano do que as próprias ações." E é exatamente isso: se algo acontece conosco ou com quem amamos ou admiramos ou pelo qual temos um sentimento... não há indiferença. Porém, se acontece com alguém longe, distante, um ser que pertence ao globo terrestre mas não temos relações... não somos tão interessados. É como o amor... quando nos apaixonamos não há indiferença. Tudo é significativo e importante. Depois de anos, meses ou dias... o amor torna-se dispensável, assim como os seus "cuidados" e interesses. Mas é assim mesmo. Somos assim. É quase um conceito universal, ou talvez genético, sócio-cultural... ou tudo isso ao mesmo tempo. Ou, como diria Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz: "O oposto do amor não é ódio, é indiferença." |