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Natal


Tenho pensado em que escrever para todos e de uma forma que transmita exatamente o que eu sinta. Aí,eu penso: será que de fato conseguimos expressar os nossos sentimentos da forma exata que sentimos ?

Nunca iremos saber. Depende de quem ouve, depende de quem fala, depende da fala, da voz, do tom, do ouvido, do dia, da noite, das manhãs.... tudo depende do exato momento que falamos e ouvimos.

Por isso, algumas coisas são ditas e só as "ouvimos" muito tempo depois, pois só as compreendemos, muito tempo depois.

Foi aí que me lembrei dos Contos de Natal de um querido autor que admiro, Charles Dickens, e que gostaria de compartilhar com vocês e que tenho certeza que expressa o meu real sentimento neste exato momento.



"...Há muitas coisas das quais tirei talvez algum proveito,
embora o lucro não seja material. O Natal é uma delas.
Sempre considerei, creio, o Natal,
quando a época se aproxima, uma coisa boa...
já sem falar da veneração que lhe é devida
pelo seu nome e origem sagrados,
se é que nós podemos abstrair desse aspecto.

É uma altura amável, própria para perdoar, para fazer caridade;
é a única altura, durante o longo calendário do ano,
em que os homens e as mulheres parecem abrir livremente,
e de comum acordo, os seus corações fechados,
para pensarem naqueles que se encontram mais desprotegidos,
como se fossem todos, realmente, caminhar na mesma viagem...

Apesar de nunca ter no bolso uma peça de ouro ou prata minha,
acredito sinceramente que o Natal me fez,
e continuará a me fazer, mais rico..."


"Contos de Natal" de Charkles Dickens




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