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Legado


Eu tenho descendência e origem árabe libanesa. A maioria das pessoas que frequentam meu site, sabe disso.

Desde o atentado de 11 de setembro nos Estados Unidos, no entanto, o terrorismo árabe virou assunto de destaque sem que as pessoas tivessem noção de que nem todo árabe é terrorista. Isso é absurdo. Historicamente, existem organizações fundamentalistas e extremistas muçulmanas palestinas com uma única ferramenta que é gerar a guerrilha antiisraelense. Mas são organizações; não refletem a totalidade do povo árabe e nem a do muçulmano-cristão.

São inúmeras as pessoas que me perguntam por e-mail quais são essas facções e o que elas fazem pois não conseguem entender -, e, se estou de acordo com elas. Claro que não! É confuso mesmo. Mas com um certo poder de síntese, é possível explicar o que são e o que fazem.

Mas este pensamento do dia não tem essa função.

Este pensamento do dia refere-se a um e-mail que recebi de um site intitulado "Monitor da Mídia Árabe", onde pedia o meu apoio para denunciar e alertar às pessoas que as "crianças são incentivadas a praticar terrorismo e aulas de violência contra a mulher via satélite." Claro que cliquei. Claro que fiquei chocada com os depoimentos das crianças e dos homens.

Então, segue aqui a denúncia, o meu apoio ao site, embora, eu me sinta pessoalmente triste e afetada -, pois, como já disse, devido às minhas origens, não é fácil saber que uma civilização que influenciou todo o mundo ocidental, ainda se comporta desta forma. Não é um julgamento. Não é uma avaliação. Apenas a minha opinião: • www.midiaarabe.com • .



É preciso lembrar que, a civilização árabe nos trouxe um legado imprescindível aos nossos dias.


A Casa da Sabedoria datada de 803 D.C., uma combinação de biblioteca, academia e centro de traduções, nos deixaram um legado de traduções de filósofos gregos como Aristóteles, Hipócrates, Galeno e Platão;

os árabes nos deixaram a medicina, astronomia, química e a alquimia;
os árabes nos ensinaram a importância da higiene pública;
os árabes fundaram a mais antiga escola de farmácia;

a sabedoria muçulmana (filosofia) penetrou no pensamento europeu através da Espanha maometana;

os árabes introduziram a sua poesia, literatura, música, arquitetura, ciências, astronomia e medicina na Europa Medieval, gerando um dos capítulos mais brilhantes na história intelectual da humanidade, que foi o Renascimento;

sem os árabes, o mundo não teria uma forma de escrever pois ensinou ao Ocidente a como fabricar papel, uma das mais benéficas contribuições do Islã à Europa.

sem os árabes, não haveria o número "zero", um dos termos matemáticos mais interessantes da estatística;

os arquitetos árabes desenvolveram um plano de construção simples capaz de gerar grandes monumentos arquitetônicos, copiados por todo Ocidente;

devido a uma tradição profética que dizia "A limpeza é uma parte da fé", o banho, a limpeza e as boas maneiras eram fatores importantes numa pessoa copiadas posteriormente pelo Ocidente;

os árabes nos deixaram a arte de tecer tapetes, hoje muito valorizado no Ocidente;

e, a caligrafia, os caracteres do alfabeto arábico, mostrando a importância ao Ocidente da língua escrita e falada.

Desta forma, não há como misturar alhos com bugalhos, sair analisando ou julgando, sem ao menos saber que, tudo o que somos hoje, devemos a este povo maravilhoso.



A Al-Qaeda (Bin Laden) é uma facção (organização) terrorista composta por Mujahidin, os famosos "Guerreiros Sagrados" (combatentes afegãos) que objetivam a instalação de um estado islâmico.

A Fatah, facção de Yasser Arafat e Khalil al-Wazir, representa o "Movimento de Libertação Nacional da Palestina", defensores da luta armada e objetivando a expulsão de Israel e dos judeus.

A Brigada dos Mártires de al-Aqsa, dissidentes da Fatah, responde por cerca de 70% dos atentados contra israelenses.

O Hamas, "Movimento guerrilheiro palestino de Resistência Islâmica", lutam pela desocupação dos territórios palestinos invadidos por Israel. Atuam na cidade de Gaza, visam a libertação da Palestina e a formação de um estado independente palestino "... desde o Rio Jordão até o mar".

O Hizbollah, grupo extremista islâmico (movimento libanês) que tem o apoio da "Resistência Islâmica" (Hamas), tem o objetivo de criar uma república islâmica, centralizada na destruição do Estado de Israel, considerando que toda a região da antiga Palestina é uma terra ocupada e que Israel não tem o direito de existir.

A Jihad Islâmica tem como objetivo a criação de um Estado palestino islâmico e a destruição de Israel por meio de uma guerra santa. O grupo também se opõe aos governos árabes alinhados com o Ocidente.



"O mundo é sustentado por quatro coisas apenas: a sabedoria do sábio, a justiça do grande, as preces do justo e a coragem do bravo". (ditado árabe).




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