No ano que virá...
Esse ano de 2008 eu vi a arrogância de muito perto, assim como, presenciei a loucura de uns, desespero de outros e a ignorância de muitos.
Minha literatura é extensa, porém bem específica.
Aprecio autores que compreendam a verdade humana e seus conflitos. Um deles,
Goethe, me ensinou que as pessoas que pouco sabem, as que menos têm conhecimento da vida e das pessoas, são as mais arrogantes.
A partir deste princípio, me policio há anos para não ser cada dia mais ignorante me disfarçando na máscara da arrogância e sabedoria.
E é assim, através dessa simples lógica, é que eu tenho observado o quanto as pessoas têm sido exigentes com o outro -,
como se a sua verdade fosse única, e, pior, como a sua própria verdade fosse um elemento indiscutível em um diálogo.
Tais pessoas, não compreendem que, exigir do outro algo que o outro não consegue fazer ou realizar, além de representar um ato de arrogância e ignorância,
é um ato de crueldade e de extrema falta de compreensão dos problemas psicológicos de cada um.
Todo mundo na vida deveria sofrer (ao menos) uma suave humilhação um dia, a fim de que a maturidade a partir desta, desse passagem à sabedoria e humildade.
Talvez assim, essas exigências e cobranças desses ignorantes e incompreensivos de alma e mente, que se escondem em máscaras de sabedoria e ditam
regras de vida e conduta aos outros, pudessem cessar e, quem sabe assim, alcançar e compreender a sua própria insignificância na vida.
Existe um sábio provérbio alemão que afirma: "...a arrogância vem antes da queda". Fato. Vamos ficar atentos!
"O homem que não sabe controlar-se a si mesmo torna-se absurdo quando quer controlar os outros. A arrogância é o reino sem a coroa."
Provérbios do Judaísmo