AS CLASSIFICAÇÕES DOS ELEMENTAIS


Theophrastus Bombastus, o estudioso que criou a denominação classificatória dos elementais, tinha como pseudônimo Paracelso, químico e médico nascido na Suíça em 1493.

Paracelso acreditava que o homem tinha interiormente a capacidade de autocura, pois carregava consigo a força para superar qualquer tipo de enfermidade.

Com a crescente ascensão de seus métodos, originais e diferenciados para a época, Paracelso se viu perseguido pelos inimigos de suas idéias, a tal ponto de abandonar toda a comunidade médica e os estudos científicos, dedicando-se às análises experimentais da Alquimia e do misticismo. Através deste afastamento, o químico aprofundou-se em seus estudos de Teologia e Astrologia, que o fizeram a chegar a conclusões ocultistas.

Sua crença em novos conceitos crescia a ponto de influenciar a sua vida pessoal tornando-se um andarilho pregador da Bíblia, muito embora mantivesse uma crítica acentuada quanto às atuações do Papa e de Lutero, respectivamente da Igreja católica e da Protestante

Em 1541, Paracelso faleceu deixando a obra "As Profecias dos Acontecimentos Futuros", escrita cinco anos antes de sua morte, com previsões que ultrapassavam o ano 2000.

Um dos conceitos de Paracelso afirmava que existia no ser humano uma falta de capacidade de trabalhar com limitações "aparentemente" densas e pouco visíveis a olho nu. Isto explicaria o fato dos elementais serem invisíveis para os homens.


Para a combinação dos elementos vivos (homens, vegetais, minerais e animais) Paracelso estabeleceu a classificação:

1. Os elementais da terra: Os Gnomos
2. Os elementais da água: As Ondinas
3. Os elementais do ar: Os Silfos (ou Sílfides)
4. Os elementais do fogo: As Salamandras


Contudo, veio da Índia, China e Egito o complemento desta classificação dos elementos:

1. Os elementais da terra: Os Duendes
2. Os elementais da água: As Sereias e Ninfas
3. Os elementais do ar: As fadas e Hamadríades, que representam os deuses porém, muitas vezes adorados e reverenciados como espíritos da natureza.


Contudo, Paracelso não os julgavam espíritos de nunhuma forma, justamente por lhes dar um corpo, movimentos e formas definidas. O homem seria formado pelo espírito, alma, mente e corpo; os elementais, da combinação dos princípios que eles vivem, envolvidos pelas suas formas.

Segundo Paracelso, estes elementais, constituídos de um caráter moral, chegariam a viver mais de cem anos dado a ausência de desgaste corporal.

Através de análises e de estudos constantes, os elementais foram classificados como seres intermediários à ascensão do homem, deuses e anjos, seguindo uma evolução natural progressiva. Após o seu ciclo de vida, estes retornariam às suas formas originais fundindo-se com seus próprios elementos.