AS FLORES


E porque estamos falando o tempo todo da flor e não das outras partes de uma planta? E porque falamos da essência de uma flor? Por que não tomarmos a essência do Pardal, por exemplo? Qual deles carregaria consigo a "melhor" essência?

Esbarramos na dificuldade de seleção do ser vivo do reino animal pela sua liberdade e pelo seu arbítrio, características que fornecem a individualidade. Além disso, o mais importante do que essa dificuldade, para se retirar a essência de um ser, é preciso matá-lo.

Um pássaro, pela sua independência, pouco subserviente ao meio onde vive e transformando o seu próprio meio, pressentiria e transferiria à sua essência, à sua memória, o sentimento angustiante da presença iminente da morte carregada de medo e raiva.

É possível imaginar então, que extrairíamos uma essência "poluída", digamos assim.

É por isso que os naturalistas consideram tremendamente nocivo ao organismo humano a ingestão de carne animal, principalmente as que acumulam gordura.

Respondendo então à primeira pergunta: porque estamos falando sempre de flor? Porque tomar um floral?

É na flor que encontramos os órgãos reprodutores da planta: o androceu, masculino, e o gineceu, feminino.

Em função de seu DNA, encontra-se a sua memória, essência de toda a sua existência.

Por isso que o florescer é um ato tão extraordinário no reino vegetal. As plantas estão se mostrando por inteiras, dizendo quem são de verdade. Precisam estar em equilíbrio com os quatro elementos do planeta (fogo, terra, ar e água) e dependem totalmente do meio em que estiverem para se reproduzirem. E é justamente esta característica de dependência do meio ambiente que a faz, neste planeta, o ser vivo mais evoluído e, simultaneamente, o mais humilde e subserviente à vontade do Criador.

O ser vivo do reino vegetal está 100% do seu tempo, da sua existência, vivendo totalmente a sua essência, rigorosamente como deseja o seu Criador; fazendo fotossíntese, perfumando e embelezando nossa vida com suas flores e ainda dependendo de outros seres vivos para se reproduzir. Sem dúvida, carrega consigo um enorme aprendizado do que é ser humilde à vontade do Criador.

Este aprendizado é absorvido por nós ao tomarmos a essência de uma flor.

A essência da flor é a essência da alma da sua planta, a sua potência máxima que, ao ser ingerida por um ser humano, vai curá-lo em sua alma, procurando nela a fonte dos desequilíbrios de acordo com as características intrínsecas e individuais daquela planta, somadas ao amor e à vibração de cura que os seres humanos "ensinaram" a ela no decorrer de sua existência.

Um exemplo: a erva Boldo cuida do fígado; a flor Boldo cuidará da raiva contida, uma energia que, dependendo do volume e densidade, ao ser aliviada e descarregada, adoece o órgão correspondente.

O floral do Boldo tem uma função diferente do floral da Rosa.

Os assuntos de cada flor são distintos e individuais, assim como nós.

Cabe aqui dar méritos ao britânico Edward Bach, o precursor na percepção, estudo e elaboração de essências florais, dinamizadas pela "relação humano-vegetal", como meio de promover a cura na alma humana.

Este método é aceito formalmente pela medicina tradicional, desde a década de 30, na Europa.

Os florais brasileiros, dos quais estamos tratando desde o início desta apresentação, diferem dos florais de Bach por duas razões básicas.

A primeira razão está diretamente ligada à origem das flores e aos métodos de captação, armazenagem e manipulação.

Pela coerência da visão holística, os seres humanos que habitam sob o clima tropical devem Ter mais correspondência, mais "afinidade" natural, com seres vegetais de mesma localização.

Na Europa, principalmente na Inglaterra, havendo menor incidência de raios solares, Bach percebeu que a planta estava mais "rica" energeticamente durante o dia, pois, precisando do escasso Sol para viver, estava mais aberta, mais plena para captar este elemento.

Pelos métodos ensinados por Bach, a colheita, em sua maioria, deveria realizar-se durante o dia.

No Brasil, somos ricos em Sol. Poucos suportam permanecer debaixo de sua luz muito tempo sem sequelas físicas. O corpo sente o seu excesso, a energia se retrai. Acontece isto ao reino vegetal também. Quando então, no Brasil, uma planta estará plena energeticamente?

À noite, quando o seu corpo estará mais rico em vida e sua alma mais expandida, inspirando oxigênio e liberando gás carbônico. Portanto, a colheita, pelos métodos do Centro de Integração da Vida, é feita à noite, em sua maioria.

A outra razão está na inter-relação humano-vegetal, questão fundamental para que a energia poderosa, porém sutil, de uma flor seja aditivada e realmente exerça toda a sua potência na alma humana.

De nada adiantará tomar uma essência floral, se esta for captada por um ser humano com sentimentos grosseiros ou outros desequilíbrios no corpo e, principalmente, na alma. A energia da flor se dissipará ou até mesmo morrerá, não fazendo nenhum efeito ao consumidor, ao ser ingerida.

Com a disseminação desse processo como forma terapêutica, não se pode ficar em dúvida sobre este padrão de qualidade tão importante.

O Centro de Integração da Vida considera com muita seriedade esta inter-relação, pois sabemos que é esta conjunção que realmente provoca a cura.

O Centro de Integração da Vida é um centro de serviço altruísta, de tratamento e purificação físico-espiritual, para ajudar as pessoas no seu despertar, que opera sem fins lucrativos, sem vínculos com quaisquer organizações, seitas ou doutrinas filosóficas e sem usufruir de nenhum tipo de benefício ou subvenção particular ou governamental.

Seu fundador, Joel Aleixo, um paraibano de 36 anos de idade, é a "fonte" das informações necessárias para a formação dos terapeutas de florais brasileiros, hoje espalhados por todo o Brasil.

São três os tipos de florais que o Centro de Integração da Vida desenvolveu: Florais Brasileiros Básicos, que em potência são, teoricamente, similares aos Florais de Bach; Florais Brasileiros Alquímicos Solares e Lunares, que se aprofundam muito mais em sua capacidade de alcance na alma humana, a fim de encontrar a fonte dos desequilíbrios mais profundos; e Florais Brasileiros Alquímicos Astrológicos, que são ministrados de acordo com aspectos a serem trabalhados no mapa natal da pessoa atendida, com grau ainda maior de profundidade.

Apenas os terapeutas graduados do Centro de Integração da Vida têm acesso a estes florais, pois os conhecimentos sobre os tipos de florais, citados acima, são passados em cursos distintos, sob a coordenação de Joel Aleixo.

Como pré-requisitos é necessário ter passado pelo processo de auto-conhecimento, utilizando-se das essências florais dos três níveis e, já como profissional, ter frequentado sessões grupais ou individuais periódicas e revisionais, expondo os seus casos e estudando outros casos, enfim digerindo e aprimorando a responsável atividade de lidar com a energia humana.

Sob estes critérios, até dezembro de 1994, o Centro de Integração da Vida formou mais de 900 terapeutas de Florais Básicos, graduou 175 terapeutas para trabalharem com os Florais Alquímicos Solares e Lunares e 65 para os Florais Alquímicos Astrológicos, em todo o Brasil.