BRUXAS


A figura da bruxa ficou mais evidente na Idade Média, onde a Inquisição condenou todo aquele que manteve hábitos e crenças pagãs, esteve envolvido com o demônio e fosse considerado herege. A relação direta da bruxa com o vampirismo deu-se através do interesse da Igreja Católica da Grécia, no século XVI, com uma tese solicitada ao frei Leo Allatius e o padre Frei François Richard, que foi publicada somente 12 anos após suas pesquisas terem se iniciado.


Para que a crença no vampirismo e na bruxaria tivessem fundamento teológico, três fatores se faziam imprescindíveis quanto à conclusão de sua existência:

1. Para haver bruxaria, seria necessário haver: o o diabo o a bruxa o a permissão de Deus.

2. Para haver vampirismo, seria necessário haver: o o diabo o o cadáver o a permissão de Deus.

Com a conclusão de que vampiro e bruxa eram considerados a imagem do diabo, e de que toda bruxa, após sua morte, transformava-se em vampira, a Igreja passou a utilizar-se de 'armas sagradas da Igreja', a fim de que os mesmos fossem exterminados. Dessa postura, e com a crescente crença nesses mitos, já por volta do século XVII, o crucifixo, a água benta e a hóstia foram colocados em auxílio das vítimas temerosas.

Já os antigos acreditavam que as bruxas sugavam o sangue das crianças por conter a fonte da imortalidade e por serem dotadas de poderes sobrenaturais de autotransformação no reino animal. E, não só por isso, mas primordialmente pelo fato de suas crenças na força da magia serem consideradas atitudes de uma religião pagã.

A magia nada mais era do que praticar atos ou ter habilidades e forças de causar mudanças através de uma invocação de um ser sobrenatural.

A própria religião cristã admitia tais forças adquiridas pela invocação do Espírito Santo. Contudo, essa magia-bruxa era considerada uma invocação de um ser ilegítimo, uma vez que as bruxas apresentavam habilidades fora dos padrões tidos como 'legítimos'.

Com o evidente crescimento desenfreado da magia, até mesmo à época do paganismo, ficou evidente o "choque" com algumas atitudes-bruxas e, com o tempo houve a destruição dos sistemas e funções pagãos. Como consequência e pela necessidade de uma explicação para a força da maldade e injustiça, a bruxa passou a ser a única responsável por esses fatores.

Desse findar a um outro início de 'era', ou vice-e-versa, na Roma antiga, surgiu a STREGA ou a BRUXA, que evoluiu pela Itália medieval. Em meados do século VIII, foi decretada uma lei saxônica contra o STRIX, ou AS BRUXAS VAMPIRAS, condenando à morte todo aquele que manisfestasse tendências ou crenças no strix.

No entanto, foi em meados do século XVIII que uma lei austríaca modificou as práticas de exumação dos corpos dos hipotéticos vampiros e bruxas, contribuindo para o findar, de vários séculos, na crença fanática por esses seres.

A partir desse fenômeno, só em fins do século XIX, é que outro fenômeno relativo começou a propagar-se com a mesma força: o vampirismo psíquico, que transformou-se em um instrumento social de vital importância em alguns segmentos do século XX.